- Mais segurança cibernética: os ataques cibernéticos continuam sendo uma ameaça à interrupção das operações aeroportuárias;
- Mais agilidade e automação de processos: check-ins com biometria e autoatendimento mais eficaz;
- Mais inteligência: monitoramento de multidões e rastreamento de malas e objetos, além de camadas de inteligência artificial para obter maior precisão nos prognósticos de resultados e na previsão de situações ou cenários;
- Mais segurança física: a segurança percebida talvez seja o fator preponderante na capacidade de recuperação das operações aeroportuárias. Afinal, não basta à mulher de César ser honesta — ela deve parecer honesta! E esse é um capítulo essencial dessa jornada.
As prioridades dos aeroportos no pós-pandemia
Os aeroportos são essenciais à economia, e tiveram um impacto significativo nesse período de altos e baixos da pandemia. Não, não é o fim da Covid-19 — mas é necessário que seja um começo (ou recomeço) atento às novas necessidades e prioridades dos aeroportos.
De acordo com a Consultoria OAG, as operações aéreas, em média, foram reduzidas em 66,8% — e chegaram, em alguns países, a 95,9%. A estatística, ressalte-se, considera a oferta de voos. Em 2020, durante várias semanas, o setor aéreo ficou praticamente paralisado e, ainda hoje, sente os impactos da pandemia. A OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) contabilizou um fluxo de 2,3 bilhões de passageiros em 2021, praticamente a metade do volume de 2019 — que somou 4,5 bilhões.
De acordo com o Airports Council International (ACI), as receitas totais dos aeroportos caíram 35% em todo o mundo no primeiro trimestre de 2020 (equivalente a US$ 14 bilhões) e 90% no segundo trimestre de 2020 (US$ 39 bilhões). A organização estimou, para aquele ano, uma queda de 57% nas receitas aeroportuárias (US$ 97,4 bilhões) em comparação com as previsões anteriores à Covid-19.
O avanço da vacinação, porém, está permitindo que as operações aeroportuárias sejam colocadas sob nova perspectiva. Os aeroportos ainda devem se concentrar na saúde e bem-estar de seus passageiros e funcionários, na redução de custos operacionais e em manterem-se cada vez mais seguros e inteligentes para garantir melhor experiência e, dessa maneira, recuperar a confiança dos viajantes.
Em resumo, os aeroportos precisam buscar soluções para que se tornem mais eficientes, reduzam custos e garantam a produtividade — assim como os níveis de segurança cibernética e física. Ou seja, é preciso avaliar como a tecnologia da informação, a automação, a segurança eletrônica e a transformação digital podem desempenhar um papel importante na recuperação do setor.
Os aeroportos se tornarão cada vez mais conectados. O uso de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT) permitirá que o aeroporto se diferencie estrategicamente — e estamos falando de proporcionar uma experiência aprimorada ao passageiro, além de aperfeiçoar o modelo de negócio, ganhar rentabilidade na operação e agregar muito mais receitas não-aeroportuárias.
Por exemplo: com recursos como IoT, videomonitoramento e mapas de calor já é possível entender melhor o comportamento do viajante e, dessa maneira, orientar a disponibilização de espaços comerciais para a monetização dos aeroportos.
Até lá, no entanto, há uma jornada a percorrer — que envolve duas prioridades essenciais: segurança e digitalização da operação. Nos dois casos o coração da estratégia é aproveitar melhor dados. Ou seja, observar, monitorar e gerar inteligência sobre informações de fluxos, imagens, comportamentos etc.
Assim, as prioridades para os aeroportos no pós-pandemia devem ancorar-se em quatro pilares:
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